domingo, 18 de outubro de 2009

SITUAÇÃO DO PROFESSOR

Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco

Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário "preocupante", de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.

Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).

O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria --50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.

O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.

Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.

"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

AS 11 REGRAS DE BILL GATES

ALGO QUE AS ESCOLAS NÃO ENSINAM
(AS 11 REGRAS DE BILL GATES)

1. A vida não é fácil, acostume-se com isso.
2.O mundo não está preocupado com sua auto-estima. O mundo espera que você faça alguma coisa útil por ele ANTES de sentir-se bem com você mesmo.
3. Você não ganhará R$ 20.000 por mês assim que sair da escola. Você nõ será vice-presidente de uma empresa com carro e telefone à disposição antes que você tenha conseguido comprar seu próprio carro e telefone.
4.Se você acha seu professor rude, espere até ter um chefe. Ele não terá pena de você.
5.Vender jornal velho ou trabalhar durante as férias não está abaixo da sua posição social. Seus avós têm uma palavra diferente para isso: eles chamam de oportunidade.
6.Se você fracassar, não é culpa de seus pais. Então não lamente seus erros, aprenda com eles.
7. Antes de você nascer, seus pais não eram tão críticos como agora. Eles só ficaram assim por pagar suas contas, lavar suas roupas e ouvir você dizer que eles são "ridículos".
8. Sua escola pode ter eliminado a distinção entre vencedores e perdedores, mas a vida não é assim. Em algumas escolas você não repete de ano e tem quantas chances precisar até acertar. Isto não se parece com absolutamente NADA na vida real. Se pisar na bola, está despedido...Rua!!!!! Faça certo da primeira vez!
9.A vida não é dividida em semestres. Você não terá sempre os verões livres e é pouco provável que outros empregados o ajudem a cumprir suas tarefas no fim de cada período.
10. Televisão NÃo é vida real. Na vida real as pessoas têm que deixar o barzinho e a boite e ir trabalhar.

PROFESSORES BRASILEIROS SÃO OS QUE MAIS PERDEM TEMPO DE AULA

Uma das queixas dos professores no Brasil é a dificuldade de manter um ambiente adequado para o ensino dentro de uma sala de aula. E a reclamação é refletida por uma pesquisa da Organização para a Cooperação do Desenvolvimento Econômico (OCDE), segundo a qual os docentes brasileiros são os que mais perdem tempo com outras atividades que não as de ensino, como cumprir tarefas administrativas (lista de chamada e reuniões) e, é claro, tentar manter a disciplina dos alunos. O levantamento, feito em 2007 e 2008, reúne 23 países. Ouvido pela Folha (para assinantes), o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto de Leão, não se disse surpreso. “É fato que muito do tempo do professor é roubado por tarefas que não deveriam ser dele. Ele precisa muitas vezes fazer a função de psicólogo, pai ou assistente social, já que todos os problemas sociais acabam convergindo para a escola.”

terça-feira, 8 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DO CAMPO

veja a postagem de Rudá Ricci para educação do campo.

Educação do Campo: como operacionalizar


Estou em Governador Valadares onde ocorreu, hoje, seminário sobre educação do campo (não PARA o campo, como sempre foi a tradição brasileira). Participaram todos professores da rede municipal de ensino básico rural do município e vários movimentos sociais (MST, MPA, FETAEMG, entre outros).
O discurso nacional está alinhado. Respeito à diversidade e cultura rurais (como expresso nas diretrizes nacionais), a adequação do calendário (o calendário agrícola é contado de agosto a agosto e não caberia férias em julho, portanto), o fim da nucleação de alunos de áreas rurais em escolas urbanas e temas emergentes (como questões ambientais). Mas como ficaria a elaboração do currículo, na prática?
Tentei dar um pontapé na bola, durante o seminário. E é isto que gostaria de socializar neste espaço.
Sugeri três pontos básicos:
1) Que o currículo adote como unidade de pesquisa e integração de áreas de conhecimento as microbacias da região e município;
2) Que os projetos curriculares adotem como foco o Ciclo da Vida, já que o campo trabalha com esta dimensão, inclusive na produção e no projeto familiar;
3) Que as escolas rurais incorporem outros equipamentos e serviços públicos (saúde, cultura, assistência social) a partir do seu prédio e estrutura, criando uma organização multifuncional comuntária, o que daria grande visibilidade e levaria o Estado efetivamente para o meio rural.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO MINEIRA

IstoÉ: Serra ou Aécio


A IstoÉ tem como matéria de capa a disputa entre Serra e Aécio. Faz uma série de contabilidades. Primeiro, mais segura, entre os diretórios tucanos que apóiam um ou outro (10 pró Serra, 01 pró Aécio e 13 indecisos, segundo a revista).
A partir daí, cai no erro grosseiro do jornalismo que luta contra o cronômetro. Ao fazer o balanço de obras e políticas de cada governador, lança mão dos dados oficiais, sem qualquer tipo de reflexão. Serra, pela revista, ganha no quesito habitação. E Aécio em segurança, saúde e educação, entre outros. Quem conhece de perto a educação, percebe rapidamente que os dados são os produzidos nos fornos da SEEMG. A revista nem consultou o IDEB, apenas para citar outra fonte oficial (e ficaria sabendo que a educação mineira parou, ao contrário do restante do país).

PREMIAÇÃO DE PROFESSORES

A premiação paulista de professores
proposta de José Serra para premiação de professores e diretores de escolas estaduais paulistas. Segundo a proposta, serão aplicadas várias provas e se o profissional se sair bem, em alguns anos poderá atingir um salário de até 7 mil reais mensais. O que não se contou é que esta premiação só atingirá, no máximo, 20% da rede (está no projeto).
Quando os gestores deixarão de acreditar neste canto de sereia da premiação? Trata-se de um instrumento de controle e não de melhoria da educação. Mais uma do João Batista Oliveira, a jaboticaba da educação nacional, aquele que criou a aceleração de aprendizagem que foi o maior fracasso nacional.