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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

MÚSICA HIDROGRÁFICA BRASILEIRA

[EcoDebate] O que significam os rios para o interior do Brasil e para a cultura popular é algo do indizível. Isso é assim porque os rios são como a seiva dos lugares, dos territórios. São como membros de uma grande família e, se um deles morre, toda a familia padece junto. São como limites de uma casa, nossa casa, e não é à toa que estamos delimitados de norte a sul pelo Oiapoque e pelo Chuí: dois rios.
Na semana passada, o Rio Doce, em Minas Gerais, foi sepultado de uma só vez, numa tragédia histórica e aparentemente irreversível. Não foi como acontece com muitos outros rios, arroios, riachos, que gemem diariamente da agonia dos despejos e das drenagens e dragagens incessantes. O Rio Doce foi sepultado vivo, sem direito nem a gritar, numa violência que só uma criatura das bem ruins pode fazer. Infelizmente, é justo a criatura humana, supostamente a mais sábia entre todas, quem vem se especializando nessas ruindades, batizando-as disfarçadamente de “acidentes”, “desastres” e outros eufemismos, conforme intenções mais ou menos veladas.
Não é somente pela pesca que os rios se fazem fundamentais, também é pela presença e pela sua capacidade de favorecer a multiplicação dos recursos naturais. Pelo frescor da vegetação de seus arredores e a rarefação dos ares. Pelas piracemas milagrosas. Pelas nascentes, brotadouros e pelos olhos d’água. Pelas Iaras fantásticas, aparições e pelos animais de verdade que, agora, perdem sua casa, sua imagem, sua sombra no chão da existência.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

SEMINÁRIO DE GEOGRAFIA E HISTÓRIA DO CAPARAÓ


I Seminário de Geografia e História do Caparaó: 

repensando as dimensões acadêmica e escolar nas 

práticas cotidianas em sala de aula


O I Seminário de Geografia e História do Caparaó: repensando as dimensões acadêmica e escolar nas práticas cotidianas em sala de aula é uma realização do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)/ campus Ibatiba em parceria com a Secretaria Municipal de Educação de Ibatiba e o apoio da Cooperativa dos Cafeicultores da Região de Lajinha (Coocafé). O evento tem por finalidade construir um ambiente de debates e de aperfeiçoamento para os docentes das disciplinas de Geografia e História, aproximando o fazer cotidiano do professor às discussões acadêmicas que visam repensar o seu trabalho e às novas pesquisas, interpretações e teorias desenvolvidas no campo das Ciências Humanas.
Informações:
E-mail: geohistoriacaparao@gmail.com
Telefone: (28) 3543-1335

PROGRAMAÇÃO
1° dia – 01/10/2015 (Quinta-feira)

8h30: Café

9h00: Abertura Oficial

9h30: Palestra:

“Ciências humanas e modernidade: a fundamentação do saber na atualidade” – Dr. Maurício Abdalla Guerrieri (Departamento de Filosofia – UFES)
13h00: Oficinas e minicursos

14h30: Café

15h00: Mesa-redonda: “Para além da escravidão: repensando espaços e histórias do negro no Brasil”

“Multiculturalismo como reconhecimento social e a herança dos discursos étnico-raciais do projeto colonial no livro didático de Geografia” – Dr. Edimilson Antônio Mota (Departamento de Geografia – UFF/ campus Campos dos Goytacazes).
“Abolição e abolicionismo para além do 13 de maio: histórias e resistências” – Dr. Luiz Gustavo Santos Cota (FADIP/ Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ponte Nova-MG)
“Territorialidade Quilombola no Espírito Santo: a desconstrução da invisibilidade negra” – Dra. Simone Raquel Batista Ferreira (Departamento de Geografia – UFES)
2° dia – 02/10/2015 (Sexta-feira)

8h30: Café

9h00: Palestra:

“Oposição e ditadura até 1968” – Dr. Márcio de Paiva Delgado (IF Sudeste MG/ campus Santos Dumont)
13h00: Oficinas e minicursos

14h30: Café

15h00: Mesa-redonda: “Reflexões sobre o ensino de Geografia e de História: antigas questões, novas abordagens”

“A abordagem de fontes em diferentes linguagens é ainda um desafio para o ensino de História?” – Dr. Miriam Hermeto (Departamento de História – UFMG)
“A ação prática e a formação docente em Geografia: diálogos possíveis e necessários” – Dr. Vilmar José Borges (Centro de Educação – UFES)
“Ensinar História em um contexto de amplo acesso à informação: a necessidade de reafirmar o papel da crítica histórica” – Me. Bruno dos Santos Prado Moura (IFES/campus Alegre)

MAIS INFORMAÇÕES: https://geohistoriacaparao.wordpress.com/