POSTO ESSE ARTIGO POR CONCORDAR COM ELE.
MEC insiste em errar ou pedido de bom senso ao Mozart
Não basta a imposição de currículos via avaliações sistêmicas externas (ENEM, ENADE e IDEB). Não basta as premiações por melhoria do IDEB, como se este desempenho escolar tivesse na aula dada seu principal fator de promoção. O MEC continua ladeira abaixo no retrocesso pedagógico.
Agora, para responder ao déficit de professores da área de exatas e biologia, ofertará pós-graduação em universidades a professores que lecionam estas disciplinas,desde que seja comprovada a melhoria do desempenho dos seus alunos nestas matérias.
Uma profunda bobagem que desconhece todos dados disponíveis a respeito das condições de trabalho (independente da titulação do professor), assim como desconhece que o principal fator de desempenho do aluno é a escolaridade da mãe. Obviamente que quem está à frente deste "programa" é o mesmo pessoal que sugere as premiações por desempenho do aluno. Erram sem dó e não aprendem com o erro, o que é, aliás, medida para medir inteligência, segundo um adágio popular.
Vou reproduzir, mais uma vez, a carta da professora Áurea Regina Damasceno, que publiquei na Folha de S.Paulo, enviada à Secretária de Educação de Belo Horizonte, para justificar seu pedido de exoneração. Áurea tinha 30 anos de experiência na rede municipal de ensino e tinha acabado de concluir seu doutorado.
Caro Mozart Neves (que coordenará este famigerado programa): mergulhe na realidade da educação básica. Pelo bem da educação.
Reproduzo algumas passagens desta carta:
“Hoje, dia 19 de março de 2009, vou mais um dia para a escola, desanimada e certa de que as aulas que preparei para os alunos do 3º ciclo, 1º turno, não serão dadas. Mas busco entusiasmo não sei onde, entro para a sala de aula (sala 10, 6ª série) e inicio repetindo o que tenho falado com os alunos desde o primeiro dia de aula: coloquem o caderno, a agenda, o lápis, caneta, borracha, régua, tesoura sobre a mesa e guardem a mochila debaixo da carteira ou dependurada no encosto da cadeira (muitos se deitam, durante a aula, na mochila para dormir ou se escondem atrás dela para dar gritos ensurdecedores sem motivo algum ou para atirar bolinhas de papel enfiadas no
corpo das canetas esferográficas).”
“Essa atividade demanda mais ou menos uns 20 min, pois metade da sala não ouve, ou finge que não ouve, continua a correr pela sala, está virada para trás conversando, está subindo nas bancadas sobre as janelas e de lá pulando de cadeira em cadeira e outros tantos estão a olhar no vazio, sem nada fazer.”
“Pergunto por que estão sem a agenda e sem as folhas, várias respostas: esqueci, meu irmão rasgou, fiz bolinha de papel, fulano (referindo-se a um colega de sala, ou mesmo de outras salas que durante os intervalos invadem como loucos as salas vizinhas, batem, jogam mochilas pelas janelas, rasgam material, andam sobre as carteiras) pegou rasgou ou fez bolinha de papel, rasguei porque achei que não iria precisar. (ah, seria tão fácil se você os colocasse então em duplas para fazerem a atividade, penso eu). Ah! sim, seria e a responsabilidade e o compromisso ficariam para ser construídos não se sabe quando. “
“Agora aula na sala 09, também 6ª série. Quando chego à porta da sala tenho vontade de sumir, há pelo menos uns dez alunos de pé sobre a bancada debaixo da janela. (...) A garota - infelizmente ainda não sei todos os nomes - que se assenta na última carteira da 2ª fila, perto da janela, pula da bancada para o tampo de uma carteira e depois para o tampo da sua, desce para a cadeira, pula no chão e corre, gritando pela sala atrás de um garoto. Passam na minha frente como se lá eu não estivesse e voltam. Paro na frente de todos e fico olhando, tenho a impressão de que estou numa rebelião. Penso: o que fazer?”
“Volto, não chego a parar um minuto na frente da sala e caio. Caio sem saber como nem porque. Ouço apenas um silêncio e: - a professora caiu!!!! Levanto-me de um só pulo, com algumas dores. Continuo o sermão dizendo que caí certamente porque perdi o equilíbrio em função do comportamento deles."
“Logo que iniciei as aulas perguntei à coordenadora qual era o diagnóstico desses alunos, ela me disse que não sabia e que iria procurar saber. Já são alunos da escola, pelo menos desde o ano passado, e estão na 8ª série. Sempre que lhes peço algo, a turma responde: “ô professora eles num faz nada não, tem poblema de cabeça”.”
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sexta-feira, 3 de maio de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
DE PACTOS E IMPACTOS, PAGAMOS O PATO
Ao ler a notícia sobre o Pnaic, penso que mais um pacto pela educação que pode ou não causar impacto aqui no final da linha, que é a escola. A verdade é que estamos recebendo alunos no Ensino Médio que não estão alfabetizados. É triste constatar que pais e alunos somente querem passar. Parece que o bônus do governo é para isso. É o que chamamos de SUBORNO PEDAGÓGICO. Se recebemos bônus pelo tanto que aprovamos, o governo estão está nos subornando para atestamos algo que não é verdade.
O Pnaic é prova que algo está errado nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Aqui não vai nenhuma crítica aos meus colegas de categoria, mas ao sistema maquiado, como tudo em Minas Gerais, que está obrigando a um tipo de aprovação automática, disfarçada. Prefiro que abram o jogo logo. Querem empurrar os alunos de qualquer jeito. Mas leia abaixo sobre o PNAIC.
O Plenário do Senado aprovou no início da noite desta terça-feira (26) a medida provisória que criou o Pnaic (Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa), que prevê uma série de ações envolvendo União, Estados e municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública de ensino até os 8 anos de idade até 2022. O texto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. Leia mais em:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/26/senado-aprova-pacto-da-alfabetizacao-ate-os-8-anos-texto-vai-a-sancao-de-dilma.htm
O Pnaic é prova que algo está errado nos primeiros anos do Ensino Fundamental. Aqui não vai nenhuma crítica aos meus colegas de categoria, mas ao sistema maquiado, como tudo em Minas Gerais, que está obrigando a um tipo de aprovação automática, disfarçada. Prefiro que abram o jogo logo. Querem empurrar os alunos de qualquer jeito. Mas leia abaixo sobre o PNAIC.
O Plenário do Senado aprovou no início da noite desta terça-feira (26) a medida provisória que criou o Pnaic (Pacto Nacional para a Alfabetização na Idade Certa), que prevê uma série de ações envolvendo União, Estados e municípios para garantir a alfabetização dos alunos da rede pública de ensino até os 8 anos de idade até 2022. O texto segue agora para sanção da presidente Dilma Rousseff. Leia mais em:
http://educacao.uol.com.br/noticias/2013/03/26/senado-aprova-pacto-da-alfabetizacao-ate-os-8-anos-texto-vai-a-sancao-de-dilma.htm
quinta-feira, 26 de maio de 2011
O KIT ANTI-HOMOFOBIA PARTE 2
SOBRE O KIT ANTI-HOMOFOBIA, RESSALTO DUAS COISAS.
AS BANCADAS RELIGIOSAS NÃO PODERIA TER MISTURADO O KIT COM A QUESTÃO DO PALLOCI. SÃO DUAS FRENTES DE BATALHAS DIFERENTES.
ALGUMA COISA TEM QUE SER FEITO CONTRA A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS. É PRECISO DIALOGO E EVITAR O BULLYNG.
ENTENDO QUE ESSA POSTURA ABAIXO É A MAIS CORRETA. VEJA AGORA A MAIS NOVA INFORMAÇÃO.
Kit anti-homofobia poderá ser refeito, diz ministro da Educação
'A presidenta entendeu que esse material não combate homofobia', afirmou.
Material será avaliado pela Presidência da República para que seja refeito.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (26) que os vídeos do kit anti-homofobia poderão ser integralmente refeitos. Nesta quarta (25), a presidente Dilma Rousseff suspendeu a produção e distribuição do material que seria entregue nas escolas para ajudar no combate ao preconceito contra homossexuais.
LEIA MAIS EM http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/05/kit-anti-homofobia-podera-ser-refeito-diz-ministro-da-educacao.html
AS BANCADAS RELIGIOSAS NÃO PODERIA TER MISTURADO O KIT COM A QUESTÃO DO PALLOCI. SÃO DUAS FRENTES DE BATALHAS DIFERENTES.
ALGUMA COISA TEM QUE SER FEITO CONTRA A HOMOFOBIA NAS ESCOLAS. É PRECISO DIALOGO E EVITAR O BULLYNG.
ENTENDO QUE ESSA POSTURA ABAIXO É A MAIS CORRETA. VEJA AGORA A MAIS NOVA INFORMAÇÃO.
Kit anti-homofobia poderá ser refeito, diz ministro da Educação
'A presidenta entendeu que esse material não combate homofobia', afirmou.
Material será avaliado pela Presidência da República para que seja refeito.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta quinta-feira (26) que os vídeos do kit anti-homofobia poderão ser integralmente refeitos. Nesta quarta (25), a presidente Dilma Rousseff suspendeu a produção e distribuição do material que seria entregue nas escolas para ajudar no combate ao preconceito contra homossexuais.
LEIA MAIS EM http://g1.globo.com/vestibular-e-educacao/noticia/2011/05/kit-anti-homofobia-podera-ser-refeito-diz-ministro-da-educacao.html
DILMA E O KIT ANTI-HOMOFOBIA
26/05/2011 - 13h32 / Atualizada 26/05/2011 - 13h49
"Não aceito propaganda de opções sexuais", afirma Dilma sobre kit anti-homofobia
Da Redação*
Em São Paulo
Seja o primeiro a comentar
A presidente Dilma Rousseff criticou o kit Escola sem Homofobia, também chamado de kit anti-homofobia e kit gay, na manhã desta quinta-feira (26). Ela disse que assistiu a um dos vídeos e não gostou do seu conteúdo.
"Não aceito propaganda de opções sexuais. Não podemos intervir na vida privada das pessoas", afirmou em cerimônia no Palácio do Planalto. A presidente disse, ainda, que o governo defende a luta contra práticas homofóbicas. “O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes.”
LEIA MAIS EM http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/26/nao-aceito-propaganda-de-opcoes-sexuais-afirma-dilma-sobre-kit-anti-homofobia.jhtm
"Não aceito propaganda de opções sexuais", afirma Dilma sobre kit anti-homofobia
Da Redação*
Em São Paulo
Seja o primeiro a comentar
A presidente Dilma Rousseff criticou o kit Escola sem Homofobia, também chamado de kit anti-homofobia e kit gay, na manhã desta quinta-feira (26). Ela disse que assistiu a um dos vídeos e não gostou do seu conteúdo.
"Não aceito propaganda de opções sexuais. Não podemos intervir na vida privada das pessoas", afirmou em cerimônia no Palácio do Planalto. A presidente disse, ainda, que o governo defende a luta contra práticas homofóbicas. “O governo pode, sim, ensinar que é necessário respeitar a diferença e que você não pode exercer práticas violentas contra os diferentes.”
LEIA MAIS EM http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/26/nao-aceito-propaganda-de-opcoes-sexuais-afirma-dilma-sobre-kit-anti-homofobia.jhtm
quarta-feira, 25 de maio de 2011
KIT ESCOLA SEM HOMOFOBIA
“Como as crianças vão conhecer a realidade se não houver material que leve a elas essa informação?”, questiona a psicóloga e doutora em Psicologia Social pela UnB. Ela aponta que em outros países, como nos Estados Unidos, são utilizadas apostilas sobre o assunto e que este é um modo de “atingir as pessoas em um aspecto afetivo”.
VEJA OS VIDEOS E LEIA MAIS EM
http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/25/para-especialistas-veto-ao-kit-anti-homofobia-e-retrocesso.jhtm
VEJA OS VIDEOS E LEIA MAIS EM
http://noticias.uol.com.br/educacao/2011/05/25/para-especialistas-veto-ao-kit-anti-homofobia-e-retrocesso.jhtm
sábado, 14 de maio de 2011
AUMENTO DE CARGA HORARIA 2
Senado aprovou carga horária maior nas escolas sem analisar custo
Projeto prevê 20% a mais de horas letivas ao ano para ensino infantil, fundamental e médio, mas não estudou como implantar
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 14/05/2011 07:00A+A-
O Senado aprovou no último dia 3 um projeto de lei que aumenta de 800 para 960 horas anuais a carga horária mínima para os ensinos infantil, fundamental e médio. A votação foi em caráter terminativo, e a matéria segue agora para avaliação da Câmara dos Deputados. A Comissão de Educação do Senado, no entanto, não sabe quanto custaria ou quais recursos seriam necessários para implementar a medida.
“Imagino que entre 30% e 40% dos municípios terão dificuldade"
Senador Cyro Miranda, relator do projeto que aumenta carga horária nas escolas
O relator do projeto na Comissão de Educação, senador Cyro Miranda, do PSDB de Goiás, disse ao iG que a intenção é “provocar uma discussão” sobre o assunto, por isso o levantamento do custo só será feito depois. “Imagino que entre 30% e 40% dos municípios vão ter dificuldade de fazer isso. Nós queremos que tenham mesmo, porque aí vamos debater o que precisa ser feito”, disse.
Entre as sugestões do relator de como cumprir a legislação está a diminuição das férias escolares. “Uma possibilidade é aumentar os dias letivos: o ano tem 365 dias e a maioria das escolas tem 200 dias de aula. O professor tem direito a um mês de férias, então, tem espaço aí para aumentar uns 40 dias e ainda manter as férias dos professores”, disse.
Outra é aumentar os recursos para educação com 25% da verba do pré-sal. "Precisamos mostrar que há o que fazer para ficar claro que precisamos garantir o recurso."
O projeto votado agora é de 2007 e pertence ao ex-senador Wilson Matos (PSDB-PR), atual reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Procurado, ele admitiu que também não sabe quanto custaria. "Não fiz esta conta, mas com certeza tem um custo", disse, se justificando. "Nós estamos entre os países que investem menos em educação. Se você for pesquisar vai ver que em muitas prefeituras sobra dinheiro, tem escola que dá merenda e até sapato para os alunos. A função é ensinar", diz.
Professores suficientes
A falta de profissionais suficientes, que hoje já é uma dificuldade para as redes públicas, também é vista como contornável pelo relator. “No meu Estado, 20% dos professores estão em funções administrativas, não sei se precisa disso tudo, queremos que as pessoas pensem nisso”, disse.
O projeto também enfrentaria como obstáculo a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de que um terço da carga horária do docente deve ser dedicada a atividades extraclasse. Neste caso, com o professor fora da sala de aula, seria necessário contratar mais profissionais, o que segundo municípios e Estados é uma dupla dificuldade: faltam verba e profissionais interessados. “Entendo que vai ser um problema, mas se nós vamos pensar em aumentar o ensino integral, que é muito pequeno, um bom começo seria crescer o tempo de aula”, afirma Miranda.
Leia também:
Senado aprova carga horária maior nas escolas
STF: Um terço da jornada docente é fora de aula
Por fim, a possível necessidade de construção de mais salas, segundo ele, ficaria por conta da ajuda do governo federal. "Um País que tem dinheiro para pagar bilhões para o Paraguai, não pode ter falta de recursos para educação."
O projeto determinou que as mudanças no calendário escolar só entrarão em vigor dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial da União, o que só ocorrerá se a Câmara também aprovar o texto e a presidenta Dilma Rousseff sancioná-lo.
O Ministério da Educação informou que não comenta projetos de lei ainda em tramitação e que, por enquanto, o aumento da carga horária nas escolas do ensino infantil, fundamental e médio só poderia ser comentado pelo Senado. A presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra, do PT de Rio Grande do Norte, também não quis comentar o assunto.
Projeto prevê 20% a mais de horas letivas ao ano para ensino infantil, fundamental e médio, mas não estudou como implantar
Cinthia Rodrigues, iG São Paulo | 14/05/2011 07:00A+A-
O Senado aprovou no último dia 3 um projeto de lei que aumenta de 800 para 960 horas anuais a carga horária mínima para os ensinos infantil, fundamental e médio. A votação foi em caráter terminativo, e a matéria segue agora para avaliação da Câmara dos Deputados. A Comissão de Educação do Senado, no entanto, não sabe quanto custaria ou quais recursos seriam necessários para implementar a medida.
“Imagino que entre 30% e 40% dos municípios terão dificuldade"
Senador Cyro Miranda, relator do projeto que aumenta carga horária nas escolas
O relator do projeto na Comissão de Educação, senador Cyro Miranda, do PSDB de Goiás, disse ao iG que a intenção é “provocar uma discussão” sobre o assunto, por isso o levantamento do custo só será feito depois. “Imagino que entre 30% e 40% dos municípios vão ter dificuldade de fazer isso. Nós queremos que tenham mesmo, porque aí vamos debater o que precisa ser feito”, disse.
Entre as sugestões do relator de como cumprir a legislação está a diminuição das férias escolares. “Uma possibilidade é aumentar os dias letivos: o ano tem 365 dias e a maioria das escolas tem 200 dias de aula. O professor tem direito a um mês de férias, então, tem espaço aí para aumentar uns 40 dias e ainda manter as férias dos professores”, disse.
Outra é aumentar os recursos para educação com 25% da verba do pré-sal. "Precisamos mostrar que há o que fazer para ficar claro que precisamos garantir o recurso."
O projeto votado agora é de 2007 e pertence ao ex-senador Wilson Matos (PSDB-PR), atual reitor do Centro Universitário de Maringá (Cesumar). Procurado, ele admitiu que também não sabe quanto custaria. "Não fiz esta conta, mas com certeza tem um custo", disse, se justificando. "Nós estamos entre os países que investem menos em educação. Se você for pesquisar vai ver que em muitas prefeituras sobra dinheiro, tem escola que dá merenda e até sapato para os alunos. A função é ensinar", diz.
Professores suficientes
A falta de profissionais suficientes, que hoje já é uma dificuldade para as redes públicas, também é vista como contornável pelo relator. “No meu Estado, 20% dos professores estão em funções administrativas, não sei se precisa disso tudo, queremos que as pessoas pensem nisso”, disse.
O projeto também enfrentaria como obstáculo a recente decisão do Supremo Tribunal Federal de que um terço da carga horária do docente deve ser dedicada a atividades extraclasse. Neste caso, com o professor fora da sala de aula, seria necessário contratar mais profissionais, o que segundo municípios e Estados é uma dupla dificuldade: faltam verba e profissionais interessados. “Entendo que vai ser um problema, mas se nós vamos pensar em aumentar o ensino integral, que é muito pequeno, um bom começo seria crescer o tempo de aula”, afirma Miranda.
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Senado aprova carga horária maior nas escolas
STF: Um terço da jornada docente é fora de aula
Por fim, a possível necessidade de construção de mais salas, segundo ele, ficaria por conta da ajuda do governo federal. "Um País que tem dinheiro para pagar bilhões para o Paraguai, não pode ter falta de recursos para educação."
O projeto determinou que as mudanças no calendário escolar só entrarão em vigor dois anos após a publicação da lei no Diário Oficial da União, o que só ocorrerá se a Câmara também aprovar o texto e a presidenta Dilma Rousseff sancioná-lo.
O Ministério da Educação informou que não comenta projetos de lei ainda em tramitação e que, por enquanto, o aumento da carga horária nas escolas do ensino infantil, fundamental e médio só poderia ser comentado pelo Senado. A presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Fátima Bezerra, do PT de Rio Grande do Norte, também não quis comentar o assunto.
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