sexta-feira, 22 de julho de 2016

FRENTE NACIONAL CONTRA O PROJETO ESCOLA SEM PARTIDO

NOTA DO BLOG: Diante do debate que está se instalando, apesar de debate ser o instituto que o projeto ESCOLA SEM PARTIDO quer abolir, estamos postando um artigo oposto ao que vem sendo difundido.
Educadores e militantes da educação começam a se mobilizar para fazer frente a essa possibilidade de doutrinação fascista chamada Escola Sem Partido.
MUTUM PEDAGÓGICO reproduz na íntegra o artigo postado no site da Fio Cruz, e veja que parte justamente de entidade ligada à saúde entendendo que a educação perpassa as demais áreas sociais

Lançada Frente Nacional contra o Projeto Escola sem Partido

Entidades e movimentos sociais se unem contra projeto que está sendo considerado como "lei da mordaça" na educação. EPSJV/Fiocruz participa da iniciativa
Cátia Guimarães - EPSJV/Fiocruz | 14/07/2016 14h27 - Atualizado em 18/07/2016 22h45
Foto: Samuel Tosta

“Estudante na escola tem direito de pensar. Escola sem Partido é ditadura militar”. Puxado por grupos de alunos e militantes de diversas entidades do movimento estudantil, foram vários os momentos do encontro em que o grito tomou conta do ambiente. Eram centenas de pessoas espremidas num auditório lotado. Passavam de cem também as instituições e movimentos sociais representados — entre eles, a Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz). Com enfoques os mais diversos, os discursos convergiam no apelo à unidade em prol de uma causa comum: o combate, nos parlamentos e nas ruas, ao projeto de lei que quer limitar conteúdos e práticas escolares para acabar com uma suposta “doutrinação” na educação brasileira. Batizado de ‘Escola sem Partido’ pelo movimento que o criou, por onde passa o projeto tem recebido outros nomes. Em Alagoas, por exemplo, foi aprovado na Assembleia Legislativa como ‘Escola Livre’. No evento que reuniu educadores, estudantes, sindicalistas e militantes da educação no Rio de Janeiro no último dia 13 de julho, o nome adotado foi um pouco diferente: ‘lei da mordaça’.
O encontro marcou o lançamento de uma Frente Nacional contra o projeto Escola sem Partido, que foi identificado pela maioria dos presentes como uma das maiores ameaças colocadas à educação pública na atual conjuntura brasileira. Destacando a presença cada vez mais visível de discursos conservadores em relação às famílias, associados a uma mercantilização da religião, o professor Gaudêncio Frigotto, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), que fez a fala de abertura do encontro, foi direto: “Não podemos deixar esse projeto ser aprovado porque, com ele, a direita fascista terá não só a persuasão mas também a guilhotina”. Isso porque o texto do projeto de lei — que foi elaborado pelo movimento Escola sem Partido e distribuído a parlamentares nas esferas nacional, estadual e  municipal — prevê que os professores que incorrerem em prática de "doutrinação", descumprindo alguma das proibições que o PL estabelece, devem ser denunciados ao Ministério Público. Entre os seis pontos que o projeto impõe como obrigações ou proibições legais ao trabalho em sala de aula estão questões imprecisas e polêmicas, como a garantia de que o professor não “cooptará” os alunos para correntes políticas ou ideológicas (além de partidárias) e de que ele “respeitará o direito dos pais a que seus filhos recebam a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções”. Afirmando a importância da reação coletiva e a necessidade de resistir às ameaças institucionalizadas que o projeto representaria, Gaudêncio brincou: “Haja cadeia!”.
Fundamentalismos
“Por que não estamos contando boas piadas sobre esse projeto?”. Essa é, na avaliação de Roberto Leher, professor, pesquisador e reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que fez a fala de encerramento do encontro, a pergunta que o campo da educação precisa se fazer neste momento. Isso porque, segundo ele, alguns anos atrás, quando o movimento Escola sem Partido foi criado, ele seria, no máximo, alvo de ridicularização, pelo seu caráter “risível” e “inconstitucional”. “Mas hoje estamos aqui”, ressaltou, destacando o espaço que essa iniciativa ganhou nos parlamentos, o que, no nível federal, se expressa, por exemplo, na presença de vários representantes de setores ultraconservadores na Comissão de Educação da Câmara. O mais “preocupante”, destacou, é que esse projeto agora encontra espaço num governo que carece de “legitimidade e legalidade”. “Ele começa a entrar de forma capilarizada no governo central do país”, alertou, lembrando que o ministro interino da educação, Mendonça Filho, se reuniu com o ator Alexandre Frota e representante do Movimento Revoltados On Line para ouvir sugestões sobre política educacional e que, nesta semana, o mesmo ministro nomeou como seu assessor especial Adolfo Sachsida, um pesquisador que já se declarou defensor do Escola sem Partido e, segundo Leher, já teria se manifestado em redes sociais não só pela criminalização da liberdade de pensamento mas também por iniciativas como a ‘cura gay’. Como outros casos que marcaram a curta trajetória do governo  interino, o assessor foi exonerado menos de 24 horas depois da nomeação.
Para Leher, a peculiaridade deste momento, no Brasil e no mundo, é o fato de — como nem sempre acontece — a “aliança econômica da burguesia” precisar estar associada com a pauta da ultradireita. Segundo ele, essa tem sido a principal saída encontrada para a crise, o que, na sua leitura, significa um caminho para retomar as taxas de lucro do grande empresariado.  “Para isso, foi preciso destituir um governo com o apoio da bancada ultrafundamentalista. Portanto ,a relação do governo com essa bancada é intrínseca, um depende do outro”, disse. E alertou: “Estamos diante do que Walter Benjamin chamou de ‘aviso de incêndio’”.
Gaudêncio também localizou o Escola sem Partido na origem de um “golpismo” que, nas suas palavras, atingiu não apenas ou principalmente o governo Dilma Rousseff, mas sim o que ele chamou de “parca sociedade democrática” brasileira. A gênese mais imediata desse processo estaria, segundo o professor, num certo “estado de exceção” imposto pelo neoliberalismo quando, no Brasil e no mundo, os bancos centrais se tornaram “ad hoc” dos governos, substituindo as decisões do conjunto da sociedade.
Mas, no que diz respeito à escola pública, Gaudêncio identificou o Escola sem Partido como herdeiro também de um processo de “desautorização” e privatização que vem se dando desde a década de 1980. Segundo ele, esse ataque à autonomia da escola começou pela gestão, crescentemente contaminada por uma lógica privada, muitas vezes até com gestores privados. Em seguida, disse, mirou-se nos professores, que passaram a ser alvos de “especialistas que dão as regras do bem ensinar”, processo que culminou com a disseminação de apostilas e sistemas de ensino padronizados produzidos por entidades ligadas a grandes grupos empresariais que são vendidos para as secretarias de educação. Nesse trajeto, destacou Gaudêncio, assistiu-se a um  “sequestro paulatino da função do mestre”. “Agora querem tomar a palavra do professor, dizer o que ele pode dizer”, resumiu.
Qual partido?
Seja nas palestras de abertura e encerramento, de Gaudêncio Frigotto e Roberto Leher, seja nas falas das entidades e movimentos sociais, o encontro marcou um consenso em torno da ideia de que o que o projeto de lei visa instituir não é uma escola sem partido, mas uma escola de partido único ou que atenda a interesses de partidos específicos. O primeiro destaque da fala do reitor da UFRJ foi exatamente o fato de o deputado que apresentou o PL na Câmara ser do PSDB, do qual faz parte também o deputado Rogério Marinho, que submeteu projeto de teor semelhante, tipificando o crime de “assédio ideológico”, com foco nos professores.
Mas, para as entidades que compõem a recém-criada Frente, a caracterização do ‘partido’ que orientaria o movimento vai além das siglas eleitorais. “É o partido único da xenofobia, da não-controvérsia, da ideologia única do mercado”, descreveu Gaudêncio. “É, na verdade, a escola de um partido só, que reproduz o racismo e o machismo em sala de aula”, classificou a representante da Federação Nacional dos Estudantes de Escolas Técnicas (Fenet). “É a versão acabada do fascismo”, apontou o representante da Intersindical. Mesmo antes do encontro, o manifesto que convocou a construção da Frente resumia: “Defender a escola sem partido é defender a escola com apenas um partido. Partido daqueles que são contra uma educação laica e contra o debate sobre gênero, fortalecendo assim a cultura do estupro e a LGBTTIfobia presente em nosso país. Defendemos a escola crítica sim, a educação libertadora, a pluralidade de ideias e a liberdade de expressão e pensamento”, diz o texto.
FOTO: SAMUEL TOSTA

A iniciativa de construir uma Frente Nacional contra o projeto Escola sem Partido nasceu durante o 2º Encontro Nacional de Educação (ENE), realizado entre 16 e 18 de junho — na mesma data e no mesmo local em que o ENE acontecia, alunos da Universidade de Brasília foram alvo de ataques racistas e homofóbicos de um grupo de manifestantes de ultradireita. O manifesto de convocação é assinado por mais de cem entidades, que envolvem sindicatos e centrais sindicais, partidos políticos e mandatos de parlamentares, entidades estudantis e movimentos sociais em geral, entre outros. Da publicização do manifesto até o lançamento da iniciativa, muitas outras organizações se juntaram para compor a Frente.
Segundo informações do professor Fernando Penna, da Universidade Federal Fluminense, apresentadas em debate realizado na EPSJV/Fiocruz no último dia 8 de julho, o PL do Escola sem Partido tramita hoje em dez estados e vários municípios brasileiros, além do distrito federal e da Câmara dos Deputados. Recentemente, foi aprovado em Alagoas. Alegando que o professor em sala de aula não tem direito à liberdade de expressão, mas apenas à liberdade de cátedra, para o movimento Escola sem Partido a “doutrinação ideológica” pode estar  expressa na ideia de que a escola dever “formar para a cidadania”; no debate de acontecimentos atuais promovido pelo professor em sala de aula; no tratamento de questões ligadas à “moralidade”, que envolvam cultura religiosa ou discussões de gênero, por exemplo; ou na simples leitura de autores considerados “doutrinadores” de esquerda – entre eles, estão Antonio Gramsci e Paulo Freire. Diante dessa amplitude, a ideia da construção de uma Frente, expressa no seu manifesto de convocação, é que, para combater a ofensiva desse projeto, “não são mais suficientes as iniciativas isoladas”.

CONHEÇA O PROJETO: http://www.epsjv.fiocruz.br/sites/default/files/files/PL.pdf


sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

MÚSICA HIDROGRÁFICA BRASILEIRA

[EcoDebate] O que significam os rios para o interior do Brasil e para a cultura popular é algo do indizível. Isso é assim porque os rios são como a seiva dos lugares, dos territórios. São como membros de uma grande família e, se um deles morre, toda a familia padece junto. São como limites de uma casa, nossa casa, e não é à toa que estamos delimitados de norte a sul pelo Oiapoque e pelo Chuí: dois rios.
Na semana passada, o Rio Doce, em Minas Gerais, foi sepultado de uma só vez, numa tragédia histórica e aparentemente irreversível. Não foi como acontece com muitos outros rios, arroios, riachos, que gemem diariamente da agonia dos despejos e das drenagens e dragagens incessantes. O Rio Doce foi sepultado vivo, sem direito nem a gritar, numa violência que só uma criatura das bem ruins pode fazer. Infelizmente, é justo a criatura humana, supostamente a mais sábia entre todas, quem vem se especializando nessas ruindades, batizando-as disfarçadamente de “acidentes”, “desastres” e outros eufemismos, conforme intenções mais ou menos veladas.
Não é somente pela pesca que os rios se fazem fundamentais, também é pela presença e pela sua capacidade de favorecer a multiplicação dos recursos naturais. Pelo frescor da vegetação de seus arredores e a rarefação dos ares. Pelas piracemas milagrosas. Pelas nascentes, brotadouros e pelos olhos d’água. Pelas Iaras fantásticas, aparições e pelos animais de verdade que, agora, perdem sua casa, sua imagem, sua sombra no chão da existência.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

LEI SEM NOÇÃO

MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA:
LEI 100 (SEM NOÇÃO)
SERÁ O FIM? FIM DE QUEM?


Governo confirma desligamento de efetivados da Lei 100

De acordo com a Secretaria de Estado de Educação, o número de pessoas que serão afetadas pela medida ainda não está fechado


01
Sem solução. Em novembro, servidores da educação foram para a Assembleia cobrar definição para os casos dos atingidos pela Lei 100
PUBLICADO EM 23/12/15 - 18h06

O governo do Estado de Minas informou nesta quarta, em nota, que irá que demitir todos os servidores efetivados pela Lei Complementar nº 100/2007, conhecida como Lei 100, e que não estão em condições de se aposentar até o dia 31 de dezembro. A decisão, segundo o Estado, é em cumprimento a uma determinação do Supremo Tribunal Federal (STF). Com o julgamento da ADI 4876, em março de 2014, o Supremo definiu pela inconstitucionalidade da Lei 100.

De acordo com a nota do governo, os trabalhadores efetivados pela medida e que tiverem em condições de se aposentar poderão fazê-lo pelo Regime Próprio de Previdência do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).

A Secretaria de Educação, consultada pela reportagem, informou que não poderia precisar o número exato de profissionais afetados pela demissão, uma vez que os trabalhadores ainda podem pedir a aposentadoria até o próximo dia 30.

Uma fonte ligada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) disse, no entanto, que “numa previsão otimista” serão pelo menos 40 mil servidores dispensados. Questionado sobre o número, o governo reafirmou que não tem os cálculos.

A batalha em torno dos efetivados pela Lei 100 começou em março de 2014, quando o STF declarou inconstitucional a medida que efetivou cerca de 98 mil profissionais para atuar no Estado sem concurso. A maioria dos trabalhadores é de professores, faxineiros e vigilantes de escolas públicas.

Entre diversas medidas adotadas à época, restaram ainda cerca de 60 mil profissionais sem vínculo com o Estado. “As secretarias de Planejamento e Gestão e da Educação nomearam somente neste ano 15 mil servidores aprovados em concurso público e continuará as publicações com o objetivo de atingir 60 mil nomeações até o fim deste mandato”, afirmou nesta quarta o governo, no comunicado.

Segundo o Estado, os servidores demitidos ainda terão a chance de ser reintegrados aos quadros públicos a partir de janeiro de 2016. “Esses servidores poderão participar do processo de designação que ocorrerá a partir de janeiro de 2016. Nesse caso, terá prioridade o profissional que já foi aprovado em concurso e ainda não foi nomeado e, em seguida, aquele que tiver mais tempo de serviço público prestado no âmbito do sistema estadual de educação. No segundo critério, os servidores atingidos pela Lei 100 terão grande possibilidade de serem designados, já que contam com um mínimo de oito anos de trabalho contínuo na educação pública”, diz a nota. 
Adiamento
STF
. A data-limite definida pelo STF para a dispensa dos servidores da Lei 100 era 1º de abril. Mas uma petição do atual governo no Supremo adiou a demissão para o fim do ano.
Sindicato

Sem diálogo
. No site do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE), a entidade questiona as medidas adotadas pelo governo em relação à Lei 100 e acusa o Executivo de falta de diálogo com a categoria. Nesta quarta, no entanto, nenhum representante do sindicato foi encontrado para comentar o anúncio do governo, em nota, de demissão de servidores.
A entidade dos servidores da educação diz que vários encaminhamentos propostos pela categoria foram deixados sem resposta pelo governo de Minas.
FONTE: O TEMPO

domingo, 29 de novembro de 2015

GINCAN'ÁGUA: LÚDICA, ARTÍSTICA E CONSCIENTIZADORA


Realizamos no dia 20 de novembro a 1º Gincan’água na Escola Estadual Dionysio Costa.
A ideia da Gincan’água  surgiu a partir da mobilização das Escolas Estaduais para realizar atividades em prol da conscientização do uso racional da água. Como a passeata envolvendo as escolas da cidade foi durante o turno matutino, julgamos por bem realizar a gincana no turno vespertino.
Para estimular a interação entre as salas, os estudantes serão organizados em três grupos distintos: INCOLORES, INSÍPIDOS E INODOROS.

Essa atividade, que teve como embrião uma atividade realizada ao passado, no parquinho, com as turmas da área de Meio Ambiente do projeto Reinventando o Ensino Médio, no Dia Mundial da Água.

Esse ano, ao pensar na gincana, destacamos os seguintes objetivos:
·        Conscientizar sobre o uso racional da água;
·        Desenvolver dotes artísticos em estudantes envolvidos;



·        Aprimorar o relacionamento entre estudantes de séries diferentes;
·        Envolver os estudantes em atividades lúdicas, sem perder de vista o processo formativo e informativo;
·        Divulgar as atividades do turno vespertino a fim de transmitir o conceito de escola interativa.

As provas foram as seguintes:
CUIDANDO DA ÁGUA: Cada equipe fez uma fila com dez alunos e tiveram que passar um copo de mão em mão sem derramar água, sendo que marcou mais pontos a equipe que conseguiu fazer a tarefa em menor tempo.

ÁGUA EM VERSOS: Uma poesia exaltando a importância da água e Lamentações, uma poesia lamentando a escassez da água. Abaixo uma das poesias apresentadas:

POESIA SOBRE ÁGUA
Água...
Sem você
Não há
Vida.

Água dos seus lábios
Viraram saliva
Água é fonte de vida.

Sem
Água, nem
Planeta
Precisamos de
Água para sobreviver.

DESENHANDO A ÁGUA: Foram três desenhos por equipe: água na natureza, água contaminada e água sendo usada em atividades domésticas.
Um dos desenhos apresentados na GINCAN'ÁGUA


CONSCIENTIZANDO: Uma encenação que tivesse como foco a conscientização para o uso racional da água.

PAPO DE PESCADOR: Um caso cômico sobre pescaria.

BATALHA DOS NERDS: No estilo passa e repassa. 

HIDROMUSIC: Música que menciona algo sobre água.

O detalhe é que as provas foram apresentadas apenas uma hora antes de começar a gincana. Portanto, todas provas foram pensadas pelos próprios alunos.




Na avaliação da maioria, a gincana sobre água, GINCAN’ÁGUA , foi um sucesso.
Agradecimentos a todos os colegas e a direção da escola pela participação ativa.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

A CONFUSÃO DO SISTEMA DE CICLOS


NOTA DO BLOG: Achamos interessante esse artigo pelo fato de abordar um assunto interessante em nossos debates de reuniões de módulo 2.
Temos dito que concordamos com muitos avanços da educação, a única coisa que não dá para concordar é com a "PREMIAÇÃO DA MALANDRAGEM".
Outro fato que mencionamos em outras oportunidades é que estamos implantando ora artifícios do ciclo em sistemas de seriação, ora artifícios de seriação no sistema de ciclo. Interessante também o puxão de orelha que Rudá Ricci dá na parte "burra" da esquerda. 
É necessário debater a fundo a questão do ciclo. Se não há como reprovar, também não há aprovação. A aprovação só existe mediante a possibilidade da reprovação. Aprovação e reprovação são questões dialéticas entre si. Uma existe em função da outra.
Mas juntamente com o sucateamento da educação, faz-se confusão com o ciclo. Desde 1997 que defendemos o ciclo, mas o ciclo de fato, e não o falso ciclo de nossas escolas. 
Interessante que também defendemos a questão da reenturmação. Que ela ocorra bimestralmente. Abordaremos essa ideia em outra postagem. 
Leia o que o sociólogo Ruda Ricci tem a nós dizer:
A CONFUSÃO E TANTO ENTRE O QUE ALCKMIN ESTÁ FAZENDO E O SISTEMA DE CICLOS

Existe uma parcela da esquerda tupiniquim que não entende nada de educação e faz críticas ao sistema de ciclo. Deveriam estudar um pouco mais e entender que a seriação é um sistema taylorista de condicionamento de comportamento.
A seriação foi criada no final do século XIX e tem por objetivo definir um currículo standard focado na ideia de "homem boi", de Taylor. Já o sistema de ciclos de formação, acompanha as fases de desenvolvimento definidas em Piaget e Wallon e tantos outros.
A partidarização que tomou conta do debate educacional no Brasil acaba por jogar o bebê com a água do banho.
Aliás, este debate é antigo. Em 1958, no Rio Grande do Sul, foram criadas classes especiais para o atendimento de alunos com dificuldades, uma maneira incipiente de reenturmação. Os alunos prosseguiam de acordo com seu próprio ritmo de aprendizagem. O primeiro texto sobre ciclo ou seriação publicado no Brasil é desta década de 1950, publicado no RS. O título deste artigo, premonitório, era: "Promoção automática ou progressão continuada?". O autor descartava promoção automática em ciclo.
Santa Catarina, em 1969, elaborou seu Plano Estadual de Educação de 1969 instituiu oito anos de escolaridade contínua e obrigatória na rede estadual, extinguindo os exames de admissão e implantando o sistema de ciclos. Adotaram avaliação contínua dos alunos, abolindo a reprovação ao longo das quatro primeiras e das quatro últimas séries, do que viria a chamar-se ensino de primeiro grau. Ao final das 4as e das 8as séries foram implantadas classes de recuperação para aqueles que não logravam o desenvolvimento adequado no processo de aprendizagem, sendo que a escola deveria ajustar o ensino à capacidade e ao ritmo próprio do aluno, procurando obter de cada um o rendimento de acordo com suas possibilidades, ao mesmo tempo em que deveria conduzi-lo à iniciação ao trabalho e à criação de hábitos de estudo.
Ciclo não tem promoção automática em nenhum lugar do mundo. Nem aula de reforço. O que existe é reenturmação. Em ciclo há conselho de classe semanal, avaliando dificuldades de aprendizagem no ato. Professores têm dedicação exclusiva.
O fechamento de escolas em São Paulo não tem relação alguma com o sistema de ciclos. Trata-se de uma medida administrativa. O problema é quando parte da esquerda brasileira embarca na crítica ao sistema de ciclos por puro oportunismo - e ignorância - para desbancar a proposta do partido que é seu adversário.
Enfim, se Paulo Freire, com quem trabalhei, estivesse vivo, teria um ataque cardíaco ao ler bobagens de certa "esquerda" sobre educação.

domingo, 22 de novembro de 2015

ESCOLA DIONYSIO COSTA (COLÉGIO) VISITA A MOSIT


 
ENTRADA DO PAVILHÃO
Os estudantes do Ensino Fundamental  da Escola Estadual Dionysio Costa visitaram dia 13 de novembro a  5º MOSIT em Simonésia.
O objetivo dessa visita foi de proporcionar aos estudantes do 6º, 8º e 9º ano contato com estudantes de outras escolas da região e com a organização de uma Mostra Científica, uma vez que os mesmos estarão no dia 26 desse mês realizando a EXPOSIÇÃO MANUAL DO MUNDO.
ESTUDANTES DA EFAMA (ESCOLA FAMÍLIA AGRÍCOLA MARGARIDA ALVES EXPONDO NA MOSIT

A MOSIT (MOSTRA SIMONESIENSE DE TRABALHOS CIENTÍFICOS) tem por objetivo proporcionar aos visitantes uma mostragem das atividades nas áreas de ciências que são desenvolvidas por estudantes de escolas do município de Simonésia e região, trazendo também exposições itinerantes de entidades renomadas com o MUSEU DE CIÊNCIAS DA UFMG, bem com seus caminhões do Projeto Ponto Ciência.
MUSEU DA CIÊNCIA DA UFMG
Em julho, quando em encontro com um de seus organizadores, Vicente Vasconcelos, a 5º MOSIT poderia não acontecer, uma vez que se trata de um evento de depende de investimento em infraestrutura. Mas pelo nos foi informado, a Superintendência Regional de Ensino de Manhuaçu, sobre a coordenação de Clóvis Dorneles, assumiu o compromisso de colaborar para que esse importante evento viesse a se realizar.
Nossos alunos tiveram oportunidade de ver na prática atividades baseadas em aulas de Ciências, Geografia, Matemática e outros conteúdos, como o simulador de Útero, Planetário, exposição de animais e diversos assuntos abordados pelos estudantes expositores.
Esse dia de viagem, conhecimento e descontração durante o lanche e os momentos de locomoção foram importante para integrar o turno vespertino da Escola Estadual Dionysio Costa e sobretudo para reforçar o conceito de “aula fora da sala de aula”.
ESTUDANTE DA NOSSA ESCOLA NA SALA DOS ANIMAIS

Agradecimentos aos pais que colaboraram para seus filhos e filhas não perdessem essa oportunidade de aquisição de conhecimentos e valores coletivos, à direção da escola que fez todo empenho e aos professores, tanto os que foram acompanhando os estudantes quanto ficaram na escolar cobrindo os períodos.

Com a colaboração de todos, atividades como essa será sempre possível na Escola Dionysio Costa (Colégio).

Estudantes da Escola Dionysio Costa na sala ambiente"UTERO".

ESTUDANTES NA FILA PARA ENTRAR NO CAMINHÃO DO PROJETO PONTO CIÊNCIA.